LANÇAMENTO DO LIVRO “A RAPOSA DO PAJEÚ”

A Raposa do Pajéu.

Mais uma obra sobre a Família Pereira, desta vez falando sobre Simplício Pereira da Silva – Ten Cel, da Guarda Nacional, primogênito de José Pereira e Jacinta Rodrigues

CAROS AMIGOS!

Com satisfação, informamos o lançamento de novo livro –  “A Raposa do Pajeú” – obra escrita numa parceria entre os pesquisadores Helvécio Neves Feitosa e Venício Feitosa Neves, que compartilham o gosto pela história do Nordeste, mormente do sertão nordestino. Trata-se de uma pesquisa histórica, biográfica e genealógica, que tem como personagem central o Capitão (e depois Tenente-Coronel da Guarda Nacional) Simplício Pereira da Silva, figura lendária no sertão pernambucano. O Capitão Simplício, também conhecido entre os desafetos pela alcunha de “Peinha de Mão” (uma referência à sua baixa estatura), participou de todas as lutas importantes da época em que viveu (primeira metade do século XIX), na Ribeira do Pajeú de Flores e no Cariri cearense. Foi o Senhor absoluto de “famosas legendas guerreiras e árbitro da elegância beliciosa de seu tempo”.

Não se tem conhecimento de outro sertanejo mais célebre em sua época do que Simplício Pereira, cuja história e estórias não têm fim no sertão. Não há registro de nenhuma rebelião, de nenhuma luta famosa em sua época, da qual o Capitão Simplício Pereira não tenha tomado parte, a começar pelas brigas em sua fazenda Cachoeira, com os índios Mináus, Xocós ou Cariris.

Além do enfrentamento com os índios, em lutas de aldeamento e de ocupação de terras, Simplício Pereira entrou firme na política rude de seu tempo. Comandou um bando de cabras do Pajeú, contra o coronel de milícias Joaquim Pinto Madeira, caudilho caririense, protagonista da famosa “Insurreição do Crato”, conhecido como o homem da Coluna e do Altar, que sonhou, um dia, restaurar D. Pedro I ao trono. Em sua atividade guerreira, o Capitão Simplício teve papel decisivo no desencantamento dos fanáticos sebastianistas da Pedra do Reino, em 1838, movimento messiânico imortalizado na literatura, em romances de Tristão de Alencar Araripe Jr. (“O Reino Encantado”), Ariano Suassuna (“Romance da Pedra do Reino e o Príncipe do sangue do vai-e-vem”), em poema de João Cabral de Melo Neto (“A Pedra do Reino”), bem como na monumental obra de Euclides da Cunha – “Os Sertões”. Dez anos depois, voltou a colocar suas invictas táticas guerreiras em Flores e na Serra Negra, no combate a Francisco Barbosa Nogueira Paz e seus seguidores, conflito vinculado aos desdobramentos políticos, para o Pajeú de Flores, da Rebelião Praieira, que estava acontecendo em Recife.

O livro, em suas 440 páginas, está organizado em seis capítulos: no primeiro, os autores abordam as diversas hipóteses da origem dos Pereiras do Pajeú, além de uma síntese das atividades beliciosas do protagonista; no segundo, são descritos os primitivos habitantes da região do Pajeú, o combate aos índios, o papel da pecuária na colonização do sertão e o morgadio da Casa da Torre de Garcia d’Ávila; no terceiro, são descritas as lutas de Simplício Pereira no combate aos índios; o quarto pormenoriza o movimento messiânico da Pedra do Reino e a participação decisiva dos irmãos Pereira no seu desbaratamento, inclusive com a morte de dois deles (Alexandre e Cipriano) durante o combate; o quinto é dedicado à “guerra” da Serra Negra; o sexto e último capítulo apresenta o resultado de amplo levantamento genealógico dos descendentes diretos de Simplício Pereira da Silva (tetravô dos autores), com farta documentação fotográfica.

OS AUTORES

Escrito por Helvécio e Venícius Neves Feitosa.

   

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