História

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Alguns membros da Família Pereira
do Pajeú de Pernambuco

 

Nossos agradecimentos aos ilustres parentes e amigos da Família Pereira das Ribeiras do Pajeú de Flores, muitos, descendentes de egressos dos vários rincões do Brasil. Nossa história no Pajeú começou com a chegada do pioneiro Capitão José Pereira da Silva, que aqui principiou por volta de 1780, oriundo do Sertão dos Inhamuns no Ceará, ligado à Família Feitosa, patriarca do numeroso clã Pereira do Pajeú, família conhecida e elogiada nos anais da história nordestina, outras vezes em âmbito nacional. José Pereira foi proprietário da fazenda Carnaúba.

Por ordem cronológica, exaltaremos alguns nomes, não menosprezando outros que foram tão importantes, apenas para preservar suas memórias e reacender nossas mentes!

  • Coronel da Guarda Nacional Simplício Pereira da Silva, filho primogênito do patriarca José Pereira, foi aguerrido, destemido e desde muito cedo dilatou as fronteiras da família Pereira, chegado ao Cariri cearense, participou com brio da Revolta Pré-Praieira (também conhecida por Revolta do Exu), lutou nos combadtes na Serra do Catolé e travou batalhas ferozes contra nativos no Cariri. Foi um dos membros mais bravos da Família Pereira. Simplício primeiramente residiu na Fazenda Olho d’Água da Boa Vista, em Belmonte, posteriormente mudou-se para Fazenda Baixa Grande, Freguesia de Jardim, Ceará. Faleceu no dia 12 de junho de 1878.

 

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  • Coronel Francisco Pereira da Silva, nasceu no ano 1793, filho do patriarca José Pereira, foi o fundador da povoação São Francisco. Deixou numerosa prole, posteriormente seus descendentes estiveram envolvidos em contendas no Pajeú, embora fosse aguerrido, muitas vezes era quem continha os impulsos dos irmãos.

 

  • Coronel Manuel Pereira da Silva, da fazenda Belém, também filho de José Pereira, foi homem culto, Coronel da Guarda Nacional, Comandante Superior de Flores, Ingazeira e Vila Bela, Cavaleiro da Ordem de Cristo, e Comendador da Imperial Ordem da Rosa. Exerceu grande poder político no sertão pernambucano, seus contemporâneos o admiravam por sua liderança na condução da família, faleceu aos 06 de março de 1862.

 

Manoel Pereira da Silva.

Manoel Pereira da Silva.

 

  • Major Sebastião Pereira da Silva, nasceu no ano 1800, proprietário da fazenda Baixio (fotos aqui), outro dos filhos do pioneiro José Pereira, pai de numerosa família, a casa do Baixio desde muito cedo exerceu grande influência política no Pajeú.

 

  • Coronel Manoel Sebastião Pereira da Silva, da fazenda Aldeiota, nasceu no ano 1821, filho do Major Sebastião Pereira da Silva, um dos líderes da Família Pereira em sua época, nesse período os filhos do Major Sebastião exerciam grande influência no Pajeú.

 

  • Coronel Andrelino Pereira da Silva (Barão do Pajeú), nasceu em 1823, proprietário fundador da fazenda Pitombeira, em Serra Talhada, filho do Comandante Superior Manuel   Pereira, a fazenda pitombeira foi destaque na história do Pajeú, aclamado Barão aos 10 de dezembro de 1888, substituiu o pai no comando político local, foi primeiro Prefeito de Vila Bela, entre os anos de 1892 a 1895, faleceu no ano 1901.

 

Coronel Andrelino Pereira da Silva (Barão do Pajeú).

Coronel Andrelino Pereira da Silva (Barão do Pajeú).

  • Dr. Arcôncio Pereira da Silva, nasceu na fazenda Baixio, no dia 21 de dezembro de 1843, filho do Major Sebastião Pereira da Silva, Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, foi Promotor e Juiz na Comarca de Vila Bela, Deputado Provincial por duas Legislaturas de 1878 e 1882. Faleceu repentinamente em São José do Belmonte, no dia 17 de agosto de 1889, homem pacífico, aconselhava os parentes encostar as armas e viver em harmonia com as outras famílias regionais.

 

Dr. Arcôncio Pereira da Silva.

Dr. Arcôncio Pereira da Silva.

 

  • Tenente Coronel José Sebastião Pereira da Silva (Cazuzinha da Fazenda Cachoeira), filho do Major Sebastião Pereira da Silva, Cavaleiro da Ordem de Cristo, foi Delegado do Termo de Vila Bela, foi Delegado e Suplente de Juiz em Belmonte. Foi também primeiro Prefeito de Belmonte, faleceu pouco mais de um mês após ser eleito, por ocasião de seu falecimento, o Subprefeito Antônio Cassiano assumiu o cargo vago.

 

José Sebastião Pereira da Silva primeiro prefeito de Belmonte.

José Sebastião Pereira da Silva, primeiro prefeito de Belmonte. Imagem fornecida por Cícero Aguiar Ferreira.

 

  • Coronel da Guarda Nacional José Pereira de Aguiar, proprietário da fazenda Tamboril, filho do primeiro casamento de Joaquim Pereira da Silva, conduziu com sabedoria a Família Pereira no período que esteve politicamente à frente do município de Belmonte. Foi Juiz de Paz, Juiz Municipal, Delegado, Intendente, e terceiro Prefeito de Belmonte de 1895 a 1898, faleceu no dia 21 de março de 1907.

 

Coronel José Pereira de Aguiar da Fazenda Tamboril.

Coronel José Pereira de Aguiar da Fazenda Tamboril.

  • Antônio Cassiano Pereira da Silva, da Casa do Baixio, filho do Capitão Antônio Cassiano Pereira da Silva e de Generosa Pereira da Silva, um dos responsáveis pela autonomia política de Belmonte, foi Segundo Prefeito de 1892 a 1895. Deixou numerosa família, muitos assinam Pereira Neves e residem nos Inhamuns, e outros no Cariri cearense, Antônio Cassiano faleceu no dia 03 de dezembro de 1913.

 

Antônio Cassiano Pereira da Silva, segundo prefeito de Belmonte.

Antônio Cassiano Pereira da Silva, segundo prefeito de Belmonte. Imagem fornecida por Cícero Aguiar Ferreira.

 

  • Coronel Manuel Pereira da Silva Jacobina (Padre Pereira), da fazenda Serrotinho, filho do Coronel Francisco Pereira da Silva fundador da Vila São Francisco. Foi grande líder da Família Pereira, segundo Prefeito de Serra Talhada entre os anos de 1895 a 1898. Foi assassinado no dia 20 de outubro de 1907.

 

Manoel Pereira da Silva Jacobina (Padre Pereira) e sua esposa Francisca Pereira da Silva (Dona Chiquinha).

Manoel Pereira da Silva Jacobina (Padre Pereira) e sua esposa Francisca Pereira da Silva (Dona Chiquinha). Imagem fornecida por Cícero Aguiar Ferreira.

 

 

  • Coronel Antônio Pereira da Silva, da Fazenda Pitombeira, nasceu aos 11 de setembro de 1863, foi terceiro Prefeito de Serra Talhada entre os anos de 1898 a 1901, desde muito cedo esteve presente nas contendas envolvendo a família Pereira. Seu nome ficou estampado nos anais da história, destemido e rico, lutava e financiava partes da logística nos momentos mais críticos das lutas envolvendo seu clã, já empobrecido, mudou-se para o Ceará, deixando para trás seu torrão natal, faleceu no distrito do Carmo, município de Belmonte, aos 16 de outubro de 1948.

 

 

Coronel Antônio Pereira da Silva.

Coronel Antônio Pereira da Silva.

 

 

  • Manoel Pereira Lins, conhecido por Né da Fazenda Carnaúba, nasceu no dia 23 de junho de 1868, foi Coronel da Guarda Nacional, filho de Joaquim Pereira da Silva (Joaquim da Carnaúba), exerceu grande liderança no seio da Família Pereira, renomado fazendeiro, foi Prefeito de São José do Belmonte entre os anos de 1902 a 1904, também Vereador em Serra Talhada por três legislaturas, quando precisou nos momentos mais críticos do século passado envolvendo a Família Pereira. Também segurou armas. Ao lado do Coronel Antônio Pereira financiou vários gastos nas contendas, faleceu em 1964. Seu Né da Carnaúba foi um dos parentes que aconselhou Sinhô Pereira e Luiz Padre a encostar armas e ir para o planalto central.

 

Manoel Pereira Lins (Né da Carnaúba).

Manoel Pereira Lins (Né da Carnaúba). Foto obtida por Valdir Nogueira.

 

Leia nossa publicação sobre Manoel Pereira Lins

 

  • Crispim Pereira de Araújo, conhecido no Pajeú por Ioiô Maroto, filho de Francisca Pereira da Silva, bisneto materno do Coronel Manuel Pereira da Silva, foi patriarca de numerosa Família nos Inhamuns, genro de Padre Pereira e de Antônio Cassiano, participou de vários eventos junto à família. Por haver passado por vexames em sua própria fazenda Cristóvão, perpetrado por um Comandante de Volante, no ano 1922 atacou Belmonte, foi duramente perseguido, mudou-se para o Ceará, vários descendentes seu estão presentes nesse evento.

 

Crispim Pereira de Araújo (Ioiô Maroto).

Crispim Pereira de Araújo (Ioiô Maroto). Imagem fornecida por Cícero Aguiar Ferreira.

 

  • Luiz Pereira da Silva Jacobina (Luiz Padre), nasceu em 1891, um dos que segurou com ímpeto o braço armado da família no período de contendas, Luiz Padre teve o pai Padre Pereira grande líder da família Pereira assassinado sem motivos aparentes, pegou em armas e lutou ao lado do primo Sinhô Pereira, após certo período aconselhado por sua família, também por Padre Cícero Romão do Juazeiro, deixou o Nordeste e foi para Goiás, onde constituíra família, muitos de seus descendentes presentes hoje nesse dia festivo.

 

Luiz Pereira da Silva Jacobina (Luiz Padre).

Luiz Pereira da Silva Jacobina (Luiz Padre). Imagem fornecida por Cícero Aguiar Ferreira.

 

  • Sebastião Pereira da Silva (Sinhô Pereira), nasceu no dia 20 de janeiro de 1896, filho caçula de Manuel Pereira da Silva (Manuel da Passagem do meio), com o assassinato do irmão Manoel Pereira (Né Dadú) pegou em armas e ao lado do primo Luiz Padre foi combater os inimigos, diga-se de passagem, a maioria dos opositores eram descendentes do primeiro casamento de seu pai com Úrsula Alves de Barros. No mundo brutal e cruel do cangaço, ficou conhecido por Sinhô Pereira, foi comandante de Virgulino Ferreira Lampião, aconselhado pela numerosa Família Pereira retirou-se no ano de 1922 para Goiás, tempos depois foi para Minas Gerais, casou com Maria Borges de Araújo, faleceu naquele estado, no dia 21 de agosto de 1979.

 

Sebastião Pereira da Silva (Sinhô Pereira) e Luiz Padre.

Sebastião Pereira da Silva (Sinhô Pereira) e Luiz Padre.

 

Leia mais sobre Sinhô Pereira

 

  • Argemiro Pereira de Menezes, nasceu na Fazenda Carnaúba, no dia 21 de julho de 1916, filho do Coronel Manoel Pereira Lins, destacado ruralista, dedicou-se à política. Comerciante influente em Belmonte e em Serra Talhada, iniciou na política em 1947, foi vereador por três legislaturas, posteriormente eleito oito vezes Deputado estadual, a última no ano de 1986, faleceu no dia 07 de fevereiro de 2011, aos 94 anos de idade.

 

Argemiro Pereira.

Argemiro Pereira. Fonte da Imagem: Site da Fundação Casa da Cultura.

Saiba mais sobre Argemiro Pereira de Menezes

 

  • Luiz Wilson de Sá Ferraz, nasceu em Vila Bela, aos 18 de agosto de 1917, filho de Maria Licor Pereira Ferraz, Médico, autor de vários livros, escreveu o precioso livro “Vila Bela, os Pereiras e outras Histórias”, também foi Deputado Estadual.

 

Luiz Wilson de Sá Ferraz.

Luiz Wilson de Sá Ferraz. Fonte da Imagem: Casa Jonas Morais.

 

Acesse a página de Luis Wilson na Wikipédia

 

  • João Pereira de Menezes (João de Ciba), filho de Cassiano Pereira da Silva, trigésimo terceiro Prefeito de Belmonte, de 1959 a 1963, por esse tempo exerceu com brilhantismo a condução do cargo municipal. Por ocasião do falecimento do Coronel Antônio Pereira no ano 1948, coube a João de Ciba conduzir até Serra Talhada o corpo daquele herói da família Pereira.

 

João Pereira Menezes (João de Ciba).

João Pereira Menezes (João de Ciba). Imagem fornecida por Cícero Aguiar Ferreira.

 

  • Luiz Conrado de Lorena e Sá nasceu no dia 01 de janeiro de 1926, na Fazenda Quebra Unha, Serra Talhada, filho de Antônio Conrado de Lorena e Sá, foi três vezes Prefeito de Serra Talhada. Homem sábio, conhecia com profundidade a história da família Pereira. Deixou escrito o valioso estudo “Serra Talhada 250 anos de História”.

 

Luiz Conrado de Lorena e Sá. Fonte da Imagem: Blog Lampião Acesso.

Luiz Conrado de Lorena e Sá. Fonte da Imagem: Blog Lampião Acesso.

 

Leia aqui a entrevista entre Luiz Conrado de Lorena e Sá e o Sinhô Pereira

Conheça biografia de Luiz Conrado de Lorena e Sá

 

Por fim, não mencionado nomes, as senhoras ancestrais da Família Pereira foram, tão valiosas quanto seus esposos, muitos nomes figuram de forma brilhante nos anais da história.

Para que fique registrado, esses foram alguns dos nomes que figuraram desde o princípio da Família Pereira no sertão central de Pernambuco, preservaram valores, lutaram e deixaram valoroso clã. Conforme bem mencionou Dr. Arcôncio Pereira da Silva: “O homem é pó, é cinza, é nada”.

 

Nossos agradecimentos à numerosa Família Pereira do Pajeú

Juiz de Fora, Minas Gerais, 01 de agosto de 2016

Venício Feitosa Neves, autor do texto

Editado por Hugo Torres com suguestões de Cicero Aguiar Ferreira