JOÃO PEREIRA VALÕES

No dia 13 de fevereiro de 1985, o pernambucano João Pereira da Silva veio a falecer. Era filho de Maria Emília Valões e José Pereira de Valões.

 

João Pereira Valões

JOÃO PEREIRA VALÕES

João Pereira Valões

JOÃO PEREIRA VALÕES

 

Como nota de pesar pela morte, foi registrada um ata pelo Deputado estadual Argemiro Pereira, da Assembleia Legislativa de Pernambuco. A seguir está sua reprodução.

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DE PERNAMBUCO

     (1985) – Em requerimento nº 1872, à Mesa da Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco, em 04/03/1985, publicado no DOE, em 06/05/85, o Deputado estadual Argemiro Pereira, registra em ata seu voto de pesar pelo falecimento do Sr. João Pereira Valões, ocorrido no dia 13 de fevereiro de 1985.

      “É com profundo pesar que registramos o falecimento do parente e amigo João Pereira Valões, pernambucano, de tradicional família e que estava radicado no município de Jardim, no Ceará, onde prosperou como agropecuarista. Faleceu farto de dias, aos 90 anos de idade. Sua vida foi toda pautada pelos mais rígidos princípios morais e religiosos. Pai exemplar, bom esposo, amigo leal, João Pereira Valões notabilizou-se, também, naquela cidade cearense como pessoa influente, tendo exercido diversos cargos, entre eles o de Delegado de Polícia. Por muitos anos foi considerado chefe político do município. Sua liderança era notória e voltada para a defesa dos legítimos interesses de sua comunidade.

      Fica, portanto, a nossa saudade, o exemplo de cidadão que procurou honrar o seu nome. Sua vida, por certo, servirá de inspiração para a juventude de hoje e para todos quantos desejarem servir ao próximo e à comunidade”.

     

     Sala de Reuniões, em 04 de março de 1985.

     Dep. AP

 

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Confira também a crônica transmitida pela Rádio Salamanca de Barbalha do Ceará.

JOÃO PEREIRA VALÕES     

Na véspera de completar 90 anos de idade, faleceu no dia 13 de fevereiro deste mês, em Jardim, o conhecido cidadão JOÃO PEREIRA VALÕES, um homem de bem cujas atitides na vida sempre primaram pela probidade, retidão e honestidade nos seus negócios.

Era um cidadão à moda antiga daqueles cuja palavra dada significava uma sentença definitiva e irremovível. Egresso dos Sertões do Pajeú integrando os quadros da tradicional família Pereira, João Pereira Valões foi desde menino absorvido pela terra jardinense onde cresceu, casou e veio a falecer cercado do respito e admiração dos seus amigos e familiares, exemplo típico de homem pacato e ítegro em todos os caminhos que a vida o fez palmilhar nesses longos 90 anos de existência.

Casado com Dona Mariquinha Vieira Valões, havia completado já 60 anos de reta vida conjugal. Homem sério e sem vícios, podia ser justamente enquadrado naquele secular rol dos chamados “Varões de Plutarco” da História Antiga, sem deslises e sem sanções que desabonassem a sua exemplar conduta de homem bom na verdadeira acepção do termo.

Católico praticante, espírito desarmado e acolhedor, João Pereira Valões personificava como ninguém a honra sertaneja em todas as suas tonalidades. Era muito amigo dos seus amigos e não tinha inimigos. Por questões de família e injuções políticas, muito cedo teve que deixar os sertões da antiga Vila Bela, radicando-se definitivamente em Jardim, que o recebeu como filho, até o fim dos seus dias.

Agricultor e Pecuarista, no começo de sua vida foi também “Boiadeiro” amador comprando gado de corte nas fazendas do Cariri, para o consumo de Recife através de grandes compradores de gado como: João Gomes, João Pedrinho e outros.

Nessa época saía de fazenda em fazenda no seu bonito cavalo branco, em sela de vaqueiro, perneira de couro e paletó, e sempre na guia do gado que comprava e que era mandado para Rio Branco, hoje Arcoverde.

Ultimamente estava cardíaco e deixando de trabalhar, recebia, entretanto, o desprendido apoio financeiro do seu sobrinho, Industrial João Pereira Santos, conhecido vice-rei do cimento do Brasil e dono, entre outras fábricas, da IBACIP, Indústria Barbalhense de Cimento Portiland.

No dia 13 deste mês, após uma intensa vida de sertanejo, faleceu e foi sepultado em Jardim no aconchego familiar que ele soube criar e alimentar com sua enérgia mansidão de homem simplório de poucas letras, mas de grande coração, de muita simpatia e natural diplomacia sem rebuscamentos de escola, mas com a espontaneidade das coisas que vem do berço.

 

Foi mais um justo que se foi desta para outra vida. Que Deus o tenha em bom lugar!

Barbalha, 14/02/85

Napoleão Tavares Neves

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Este conteúdo foi sugerido por Clayton Valões através do e-mail escreva@familiapereira.net.br.

   

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