ORIGEM DA FAMÍLIA PEREIRA

Leia aqui nossa outra publicação sobre a origem da Família Pereira

Não existe consenso absoluto sobre a origem da Família Pereira em Portugal e no Brasil. Contudo, é sabido que se trata de um sobrenome da nobreza ibérica do segundo milênio da era cristã.

 

ORIGENS REMOTAS [1] [2]

Em Portugal, no ano de 1201 , Dona Joana G. Canalle e D. Bernardo Gavião, cristão novo que adotou o apelido de Pereira, e tiveram os filhos:

Ana Pereira Gavião (casada com D. Álvaro de Mello), Francisco Pereira Gavião (que se ordenou Padre e seguiu para as Missões da Igreja Católica) e Dona Beatriz Pereira, que casou com D. Nuno Silva e teve as filhas: Dona Marta G. Pereira da Silva (que casou com D. Carlos Pereira) e Dona Jacinta G. Pereira (que casou com D. Francisco Fontes Pereira de Melo).

Seus filhos homens receberam o apelido de Pereira de Mello e as mulheres, o apelido de Pereira Gavião.

Os filhos de Dona Jacinta foram: D. Bernardo Pereira de Mello, D. Duarte Pereira de Mello e Dona Ana Margarida Clementina Pereira Gavião.

D. Bernardo e D. Duarte participaram de missão diplomática para a Santa Sé e toda a sua descendência ficou no Reino de Roma. Dona Ana Margarida casou com D. Nuno e tiveram os filhos: D. Antônio Pereira Gavião (Bispo nas terras do Brasil Nordeste em 1702) e D. Abel Pereira Gavião (que o acompanhou e lá constituiu família).

 

Esta parte foi redigida por Sérgio Elias Wanderley e editada por Hugo Torres.

 

TÍTULOS EM PORTUGAL [3]

Ainda em Portugal, os membros do clã Pereira receberam os títulos de nobreza Barões da GamboaCondes da Feira.

DESEMBARQUE NO BRASIL [3] [4] [5] 

Francisco Pereira Coutinho recebeu a capitania hereditária da Bahia de Todos os Santos em 1534. Lá, fundaram a Vila Pereira e cultivaram cana-de-açúcar, tabaco e algodão.

Inicialmente, a relação entre o homem branco e os índios era bastante pacífica. Contudo, os conflitos começaram quando os colonos se recusaram a trabalhar (sob o regime de escravidão) para os colonizadores. Quando a situação com a tripo dos tupinambás agravou-se e a vida de Pereira Coutinho estava em risco, ele fugiu para a Capitania de Porto Seguro. Na volta, esperando encontrar um clima mais tranquilo, é recebido pelos nativos em fúria e é morto.

Os descendentes, algum tempo depois, deixaram a Bahia e se descocaram para o Sertão de Pernambuco, para Minas Gerais e para outros lugares do país.

PERSEGUIÇÃO AOS CRISTÃOS NOVOS [6]

Séculos atrás, era comum a perseguição de judeus pela Igreja Católica. Essa repressão foi tão forte em Portugal e em suas colônias, que famílias mudaram de sobrenome (Pereira é um exemplo) a fim de não serem perseguidos peça Santa Sé, e seus membros passaram a ser conhecidos como cristãos-novos.

Naqueles tempos de Inquisição e de Cruzadas, sobrenomes judaicos tiveram forçada a sua conversão. As famílias de raízes hebraicas passaram, assim, a assumir o “véu” de cristãos.

Para alguns, não era apenas questão de serem forçados, mas a suposta origem nobre portuguesa/espanhola lhes permitiu fortes relações com a Coroa, ganhando terras e cargos de confiança.

Outros, porém, tiverem todos os seus bens confiscados e foram postos para degradação (exílio forçado) fora de Portugal.

[1] Conforme pesquisa realizada na Torre do Tombo – Lisboa – Portugal, em Genealogias Manuscritas sobre os Pereira – Livro 21 E-9 P 85, 21 F 122.

[2] Genealogia Família Ignácio Cabral de Oliveira Medeiros e Outras – Carmélia Ignácio de Mello

[3] https://pt.wikipedia.org/wiki/Pereira_(sobrenome); acesso em 13 de outubro de 2016 às 14h26min.

[4] https://www.myheritage.com.br/FP/newsItem.php?s=161198102&newsID=54&sourceList=dir; acesso em 13 de outubro de 2016 às 14h51min.

[5] http://historiaaulas.blogspot.com.br/2012/11/francisco-pereira-coutinho.html; acesso em 13 de outubro de 2016 às 18h57min.

[6] https://pt.scribd.com/doc/112334407/A-Origem-Judaica-da-Familia-Pereira; acesso em 13 de outubro de 2016 às 19h36min.

   

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