JOÃO BATISTA PEREIRA DE AGUIAR

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7º filho do Cel. José Pereira de Aguiar (veja mais clicando aqui) e de sua esposa Jacintha Océria Pereira da Silva (Jacinta Pereira de Aguiar); neto de Joaquim Pereira da Silva e Severina Pereira de Aguiar e de Josefa Pereira da Silva e de Joaquim Nunes da Silva; bisneto de Aniceto Nunes da Silva com Antônia Lourenço de Aragão e de José Pereira da Silva (O patriarca da família Pereira no Pajeú) com Jacintha Océlia do Santo Antônio. Nascido na ribeira do Tamboril por volta do ano de 1879, falecendo muito provavelmente na década de 40, não deixou descendentes, morreu solteiro (rapaz velho) termo que era muito empregado à época.

Batista (Titio) como era carinhosamente chamado pelos sobrinhos, era conhecido na ribeira do Tamboril e nos arredores como experiente caçador “matador de onça”. As caatingas e carrascos sertanejos eram repletos de animais silvestres: onça-parda (suçuarana), caititus, gato do mato, tatupeba, veado-catingueiro e mais outras tantas espécies de animais.

Assim como hoje, o sertão nordestino sempre assolado por períodos de seca, deixando a vida dura sertaneja ainda pior, a simples sobrevivência não era tarefa fácil. A falta das chuvas obrigava o homem do sertão a caçar animais para sua alimentação. Em anos de pouca chuva a caça era prejudicada, tornando o sertão um ambiente ainda mais hostil, onde todos sofriam. Uma das sobrinhas de Batista, filha do seu irmão Simplício, Jacinta Pereira de Aguiar que nasceu em 1915, sempre relatava como era viver naqueles períodos de seca, onde faltava tudo. Ela contava que chegou a se alimentar de pão de Mucunã, macambira, tamanha era a escassez de alimentos. Além da seca, do cangaço, ainda tinha a guerra entre as famílias Pereiras e Carvalhos que deixava a região do Pajeú em estado de grande inquietude. E foi nessas condições que Batista viveu, lutando pela sobrevivência, ajudando os seus irmãos a vencerem as dificuldades imposta por aquele sertão bravio.

Mesmo sendo filho do Cel. José Pereira de Aguiar, que por muitos anos comandou São José do Belmonte-PE, Batista, assim com os seus irmãos, foram típicos sertanejos sem muita condição econômica, simples cidadãos honrados da ribeira do Tamboril.

Por Cicero Aguiar Ferreira

   

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